Publicado por: Ana | Outubro 30, 2007

Coisas de que eu gosto e que nunca terei

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Publicado por: Ana | Outubro 30, 2007

A primeira vez que acordou sozinho, sentou frio. Não estava habituado a dormir sem companhia na cama e a sensação foi-lhe, no mínimo, desagradável. Espalhadas pelo quarto, as roupas despidas na véspera já num estado de semi-inconsciência produzido pelo álcool, lembraram-lhe o serão passado a beber em frente à televisão num permanente zapping sem rumo definido.
Levantou-se e o contacto dos pés descalços com o chão frio fê-lo arrepiar, fazendo-o calçar apressadamente umas meias por ali achadas ao acaso.
Já na cozinha, espreitou o frigorífico (vazio) e optou por beber apenas água, numa vã tentativa de acalmar o fogo que lhe ardia no estômago.

O bilhete ainda estava em cima da mesa na posição em que o tinha largado ontem quando o leu, ao lado de uma chave.

A única palavra que continha:”Adeus“.

Voltou para o quarto e para a cama. Afinal, não tinha ninguém à sua espera.

Publicado por: Ana | Outubro 28, 2007

De volta

Primeiro não me lembrava da password.
Dei voltas e mais voltas, experimentei as 3 ou 4 do costume e nada.
Depois lá acertei com isto e pronto, estou de volta.
Tanto tempo sem escrever porquê?
Porque não tinha tempo.
Porque não me apetecia.
Porque achava que se me tinham esgotado os temas, que me andava a repetir demais.
Porque me chateava pensarem que tudo o que escrevia tinha um carácter pessoal.

De qualquer forma, tinha que aqui voltar nem que fosse para agradecer os comentários que têm vindo a deixar aqui e os mails que me foram enviados.
Se voltarei a escrever aqui com regularidade, nem eu sei. Mas sei que não me apetece deixar morrer este cantinho tão meu.

Por isso, para o meu e para o mal, na saúde e na doença e até que a morte nos separe… estou de volta.

Publicado por: Ana | Abril 8, 2007

Respira a plenitude do ar que a rodeia enquanto caminha, devagar, naquela madrugada fria de Abril. Da comunhão com a Natureza nascem assim laços fortes consigo mesma e não pára, não pára nunca, passo após passo, sem destino traçado no caminho e na Vida. O pensamento vai sossegando, substituindo as negras sombras pelo azul do céu e o verde das tenras plantas que brotam, ainda jovens ocupa-lhe plenamente os sentidos.
E segue, segue o estreito trilho que vislumbra ( no caminho ou na Vida?) sem olhar para trás. Por muito íngreme seja o caminho que a espera , aquele que já percorreu não pode ser trilhado duas vezes…
Publicado por: Ana | Março 23, 2007

Haleakala


O quarto na penumbra de um fim de tarde qualquer, não importa onde nem quando.
Deitados, nus, respirações ofegantes . Corpos ainda colados, suados do prazer momentos antes.
_ Haleakala…, sussura-lhe ele ao ouvido.
_ Hum?
_ Haleakala. É um vulcão no Havai. Fiz um passeio de helicóptero sobre ele quando lá estive. Uma das coisas mais bonitas que já vi. E agora aqui, a olhar para ti, lembrei-me dele…
_
(Sorriso)

Publicado por: Ana | Março 15, 2007

“I hope you don’t mind,
I hope you don’t mind,
that I put down in words
How wonderful life is while you’re in the world…”


Your song, Elton John

Publicado por: Ana | Março 12, 2007

O rio corria cinzento, cor de chumbo como o céu .
Adivinhava-se uma bátega de chuva a qualquer instante que talvez diminuisse o calor sufocante que se fazia sentir. Na berma, diversas crianças brincavam sob o olhar atento dos pais que preguiçavam na areia, usufruindo daquele final de tarde de Domingo.

Errou sem destino pelas margens, deixando para trás os risos e as brincadeiras que não faziam parte do seu mundo. Descalça, deixou que os seixos redondos lhe pisassem a planta dos pés até que, cansada, se sentou na beira da água e fechou os olhos, ouvindo aqui e ali os peixes a saltar no rio.

Não a sentiu aproximar, pelo que abriu os olhos em sobressalto quando ela se sentou ao seu lado.
Mantiveram o silêncio, as palavras eram desnecessárias. Olharam o horizonte lado a lado como se de duas amigas se tratassem, apesar de desconhecidas até então. A noite aproximava-se a passos largos e, no entanto, nenhuma fez tenção de partir. Estranhamente e sem se moverem, estavam cada vez mais perto uma da outra até que, aos poucos, se foram tornando só uma. Se por algum acaso alguém passasse naquele momento, veria apenas uma mulher sentada na margem de um rio.

Quando finalmente a escuridão tomou conta do horizonte e a chuva começou a cair, uma delas perguntou:
-Como te chamas?
-Solidão, respondeu a outra…

Publicado por: Ana | Março 6, 2007

Hummm…….

Your Five Variable Love Profile

Propensity for Monogamy:

Your propensity for monogamy is medium.
In general, you prefer to have only one love interest.
But it’s hard for you to stay devoted for too long!
There’s too much eye candy to keep you from wandering.

Experience Level:

Your experience level is high.
You’ve loved, lost, and loved again.
You have had a wide range of love experiences.
And when the real thing comes along, you know it!

Dominance:

Your dominance is low.
This doesn’t mean you’re a doormat, just balanced.
You know a relationship is not about getting your way.
And you love to give your sweetie a lot of freedom.

Cynicism:

Your cynicism is medium.
You’d like to believe in true and everlasting love…
But you’ve definitely been burned enough to know better.
You’re still an optimist, but you also are a realist.

Independence:

Your independence is medium.
In relationships, you need both “me time” and “we time.”
You usually find it easy to be part of a couple.
But occasionally you start to feel a little smothered.

Publicado por: Ana | Março 4, 2007

Eclipse Lunar


Atende o telefone que toca, insistentemente.
_ Estou?
_ Sim, olá…
_Vai depressa à janela, o eclipse da lua é quase total.

Corre apressadamente à varanda e, de facto, a lua estava já quase escondida pela sombra da Terra.

_ Que lindo… Mas estou a ver o eclipse aqui e tu estás aí, longe.
_ Pois estou, disse ele.
E ela adivinhou-lhe um sorriso na voz enquanto proferia as últimas palavras: _Mas estamos a ver a mesma lua.

Publicado por: Ana | Fevereiro 17, 2007

O post aqui em baixo era um teste . ” Se fosses uma música romântica, qual serias?” Não sei porque é que não funcionou.
Ah, a música é o She, do Elvis Costello, ofcoursemente! eh eh eh eh

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