Publicado por: Ana | Janeiro 20, 2007

E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.

David Mourão-Ferreira


Responses

  1. O problema do tempo é que apesar de passar sempre ao mesmo ritmo, é sempre relativo para nós. Um beijo grande!

  2. … e os dias duram anos, até que chega o momento desejado e é em tudo diferente do imaginado.
    Um beijo
    Daniel

  3. Dos meus eleitos, de David… dos sonetos será o mesmo eleito… juntamente com o « Presidio ».

    Uma boa semana, Ana.

  4. ana, a relatividade do tempo tem vantagens, por vezes 😉

    daniel, será mesmo tudo diferente?

    São sempre fortes as palavras dele, fallen. Boa semana.


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