Publicado por: Ana | Outubro 12, 2006


Deixo que os dedos percorram as teclas ao acaso sem emendar sequer os erros que surgem.
Ganham vida as teclas, autónomas, os dedos não as tocam, já.
Continuam a escrever palavras , frases, textos inteiros que não reconheço como meus. Observo-lhes os movimentos e sorrio enquanto me afasto, deixando-as naquele ziguezague.
Espreito pelo canto do olho.
Apesar do movimento incessante, o texto está em branco.
Sorrio de novo.
Há pedaços de nós que não passam nunca para uma folha de papel.


Responses

  1. Às vezes não há mesmo maneiro de nos expressarmos ou de passarmos o que queremos, o que sentimos ou o que somos para o papel. E não há palavras que possamos esvrever, não há imagens que possamos desenhar, somente existimos nós, irrepetiveis.


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