Publicado por: Ana | Setembro 7, 2006

Nasceu sob o signo da Lua e nunca conheceu outro. Aprendeu a gostar da sua suavidade, da semi escuridão que o envolvia, da fresca aragem da noite.
Descobriu que é possível percorrer com segurança alamedas de sombras difusas com recantos onde, de vez em quando, se ouvem ruídos desconhecidos.

Até que veio o Sol, que primeiro o cegou e depois o consquistou com os seus raios quentes, a sua luz que revelava os mais ínfimos pormenores do que o rodeava. E esqueceu a Lua.

Um dia, o Sol foi-se embora, fugaz.
Ele, triste,resolveu fechar os olhos para sempre e viver em total escuridão, relembrando o tempo do Sol.
Nem viu a Lua que lhe abria os braços, lá no alto, para o consolar.


Responses

  1. Gostei muito da parte das sombras difusas. Muita pertinência. Abres os braços às palavras.

    P.S. Estava a ler-te e simultaneamente recebi o teu comentário 🙂 Obrigado!

  2. é bonito mas triste e nada a condizer com uma sexta feira em que só me apetece estar bem disposto para para gozar o fim de semana

  3. Gostei muito muito!
    Lindo!
    Escreves cada vez melhor!
    Mil beijos e um fim-de-semana especial,
    Miguel

  4. Astrologia gay? :)=


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