Publicado por: Ana | Agosto 19, 2006

Maria entra em casa e dirige-se à casa de banho, onde põe a água a correr.
Os sapatos voam, um para cada lado, enquanto se despe. Acende velas, ritual antigo de quando toma banhos demorados; deixa que um som de jazz invada a casa.
Dia cansativo, aquele. Como todos os anteriores, aliás. Mas sentia-se bem assim, bem sucedida, o tempo todo ocupado, sem grandes margens para pensamentos mais profundos. Agora importava viver o dia-a-dia e estava a gostar de cada momento.
Desliga o telemóvel de trabalho e pega no pessoal, que tinha ficado em casa. Não mistura as coisas.
Já dentro de água,deixa-se relaxar e percorre as chamadas que não atendeu ao longo do dia. Ri, à medida que vê os nomes… tão previsíveis!
Fecha os olhos e escolhe um nome ao acaso. Não importa qual, de quem,são todos iguais. Telefona de volta.
( Ok… jantar…pode ser… onde? Até já.)

Sai do banho e, enquanto se veste, revê mentalmente a agenda do dia seguinte. A tolha fica abandonada em cima da cama, os sapatos que descalçou quando entrou ficam abandonados no local onde caíram. Quarto desarrumado, aquele. Não faz mal. Hoje, decidiu, vai dormir sozinha.


Responses

  1. Boa ideia, nada como ter a cama só para nós.

  2. Já lá diz o ditado, mais vale só… E a independência é muito importante.

    Fluído e directo, com sentido de humor, sem os adamanes pseudo literários que infestam certos blogues, o Blogantes está muito interessante, concorrendo para isso também as óptimas opções gráficas.

    Beijinho.

  3. às vezes, mikas, às vezes 😉

    picasso, obrigada 🙂

  4. Gosto de alguma previsibilidade na vida… Talvez, por vezes, nao passe de um escape para os fracos (como eu 🙂 ) acreditarem em coincidencias 😉
    Gostei do texto*

  5. E às vêzes sabe tão bem dormir sozinha, com a cama todinha só pra nós!Podemos usar a camisola da Minnie, passar um creminho no rosto ou até dormir com grampos no cabelo. Assim, bem ao natural! Deixar a “femme fatale” descansar.
    beijinhos Pitanga

  6. Olá Ana,

    Obrigado pela tua visita, e por me teres dado assim a oportunidade de não perder este teu blog, tão interessante e tão cheio de sensibilidade.
    A solidão, por vezes, é a melhor companhia para podermos conversar sossegados com a alma.
    Beijos,

    Nuno Osvaldo


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