Publicado por: Ana | Agosto 10, 2006


Transparências do que fui e não sou mais, reflexos de ti em mim.
Agito a água. Tudo muda, transformas-te em anéis que vão para longe, em suaves ondulações.
Quando a quietude volta, apenas eu me revejo no lago.
Mergulho bem fundo reabsorvendo a minha essência. Nado horas sem fim, saio revigorada e, enquanto enxugo a pele, digo-te adeus.

Foto de Pauline Corgini


Responses

  1. Tambem quero um dia encontrar a minha essência, ou a parte dela capaz de me revigorar.
    Um texto muito bonito!

    P.S. Em relacao ao teu comentario no meu blog, oxalá eu tivesse aqui comigo um bocadinho desse calor que por aí anda 🙂

  2. Lindo texto mesmo…

  3. A água, a nossa origem mais profunda. tem sempre o condão de nos apaziguar.

  4. Um poema muito bonito. Tal como tu também nada horas sem fim. No mar. Também lá lhe faço confidências. Que só ele as sabe. Beijos

  5. Saudações!!
    Obrigado por ter compartilhado um pouquinho de você comigo.

    TE DESEJO UM DIA MÁGICO
    ***************

    :::: Alma da Terra :::::

  6. Oceano pacífico.

    Beijos

  7. Todas as vezes que saio do mar também digo até breve. Porque será?
    Pitanga


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