Publicado por: Ana | Julho 28, 2006


Percorre as ruas desertas em busca do calor de quem a quer.
Não ama mas dá-se a amar, vende prazer mas não o quer, prostituta de corpo, puta de alma.
A troco de carinhos entrega-se a quem busca o prazer carnal e abraça quem lhe paga como se fosse amada, beija com ternura enquanto quem a escolheu ao acaso.
Triste Mulher que acordas todos os dias só, dor no peito, rasgada de dor e fodida a frio.


Responses

  1. Vidas tristes e vazias.

  2. “Dá-se a amar”? “A troco de carinhos”? – isso problematiza mesmo muito a questão.

    Puta de alma que beija com ternura?
    Prostituta.
    Por “destino” ou opção?

    E nós “outros” não somos fo***** a frio tantas vezes?

    A vida é fo****!
    A questão do post dá para Tratados.

  3. Pois sim,
    a mais velha profissão…
    deviam existir casas de meninas como dantes em que tinham um bocado mais de segurança e estilo.
    Beijos,
    Miguel

  4. A prostituição é uma prestação de serviços como outra qualquer. E muitas meninas ainda se podem sentir seguras neste país por existir prostituição. A prostituição existe apenas porque existe procura…É a lei do mercado. Não houvesse quem solicitasse esses serviços e a prostituição desaparecia. Quem é quem neste dueto?

    Também posso considerar prostituto quem trabalha por conta de outro.
    Pior do que ser refém por oito a doze horas por dia, e entregar o seu corpo ao manifesto em troca de míseros tostões. E aqueles que mais do que o corpo….entregam o seu intelecto…

    Não quero levantar questões morais. A Moral é de cada um, e nenhuma moral está acima de outra. O que é certo aqui, pode ser errado noutro país e vice-versa.

  5. E quem nos fode diàriamente a existência? E quem se preocupa só consigo, e cujo objectivo de vida é sempre em frente mesmo fodendo os outros?
    A puta? É fodida a frio porque quer! Com o seu foder vai governando a vida… É ás vezes a única fonte de prazer para quem tem a vida fodida…

  6. Gostei particularmente deste teu post. Infelizmente, estas mulheres, sem eira nem beira, geralmente, porque há outras, morrem na maior solidão e da doença que actualmente atinge a maioria, o HIV.
    Beijos

  7. …sem comentários…
    Demasiado cruel esse julgamento…
    …e quem somos nos para julgar? para atirar a primeira pedra?…

    Beijo Maresi@

  8. Ao escrever este post, não pretendi emitir nenhum juízo de valor. Nem o farei. Tentei apenas escrever sobre prostitutas da alma.

    🙂

  9. Cara Ana,
    parabéns pq há aqui muita metafísica nisto, ainda q a visada disso n se dê conta…
    Mmo q fosse de traineira para o Br., ou de veleiro…e à saída da barra as velas já se tivessem rasgado.
    Best
    rpm

    Relt/ o comentário supra, é útil referir que já vai havendo um “ramo” da Sociologia que desenvolve trabalhos nessa área da marginalidade ou dos desvios sociais. E por vezes a linha q separa a dita normalidade da marginalidade é tão ténue que a linha se parte e é aí q tudo se torna indecifrável, até andar a pé na ponte 25 de Abril em busca duma solução… de emigrar para o Br. – mmo q depois se constate que não se passou de Lx-Barreiro…


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