Publicado por: Ana | Julho 23, 2006


Há sempre o preto, a ausência de cor. Nele me refugio agora, como uma redoma construída do nada.
Não há tempo, apenas cor. Ou não-cor.
Escuridão dos sentidos. Olhos indiferentemente abertos ou fechados, navego num espaço que provavelmente nem existe.
E então vem o vermelho. Deambula. Ronda.
Agride-me com o seu fulgor. Recuso olhá-lo.
Insiste.
Confronta-me.
Não quero.
Absorvo-o.
Escuridão total de novo.


Responses

  1. Olá…
    Li e reli o texto! Realmente dá que pensar e podemos fazer diversas interpretações!

    Um beijinho

  2. porquê a escuridão? estará relacionada com a ausência da alegria ruidosa que costumas ter em casa?
    beijinhos

  3. Eu prefiro o preto para descançar, mas depois de acordar gosto de cor!!!
    😉

  4. Permite-me uma correcção.
    Não leves a mal.

    O preto não é a ausência de cor mas sim a junção de todas as cores.
    Se quiseres fazer uma experiência junta as três cores primárias em quantidades iguais e vais obter o chamado preto pintura.
    O branco é que é a ausência de cor. Se rodares uma roda das cores elas desaparecem e fica tudo branco.

    O vermelho está ok. É uma cor quente, logo agressiva.
    Beijinhos

  5. Ana, tens a certeza?
    Do que me lembro do liceu o branco era, de facto, a junção de todas as cores… e fizemos experiências que o comprovaram.
    Andei a ver na net e encontrei sites que dizem isso mesmo.
    Mas não é importante 🙂


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