Publicado por: Ana | Março 1, 2006

Deita-se na erva e olha o céu quase negro.
O chão emana o calor que recebeu naquele dia de Verão, mais quente ainda naquele Alentejo árido.
Milhares e milhares de estrelas brilham lá em cima, cintilam para que ele as veja. Percorre com o olhar uma de cada vez, demorando-se nesta ou naquela nem sabe bem porquê; apenas porque lhe apetece.
Não foram fáceis os últimos dias, os últimos meses.
Mas ali deitado sente-se em paz, finalmente; e lembra-se de ouvir dizer já não sabe a quem: “Sozinho, entre o céu e a terra, contemplando o espectáculo do Mundo”.
Pergunta-se porque não são as pessoas como as estrelas, que são ajudadas pelas distância a tornar-se belas. E as falsas estrelas, que roubam a luz das verdadeiras para se equipararem às primeiras.
Ri-se enquanto pensa que, afinal,não há assim tanta diferença entre as pessoas e as estrelas….


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