Publicado por: Ana | Fevereiro 18, 2006

Deixem-me voar.
Quero planar por cima de tudo, deixar cá em baixo todas as contrariedades.
Elevo os olhos para o ar azul e deixo-me ir leve, sem peso, rumo ao vazio que me espera.
Moldo-me no céu e deixo a frescura que paira molhar-me, aos poucos, a pele e o cabelo.
Apetece-me ficar ali para sempre, a olhar ao longe aqueles que amo , sem que eles saibam; às vezes é melhor assim, sem interferência directa. Saber que estão bem e não precisam de mim.
E depois voar, voar sem rumo nem destino, sem amarras nem prisões, sem ontem nem amanhã.
Deixar-me ir ao sabor do vento e ver para onde ele me leva, tão longe que ninguém me conhece nem eu conheço ninguém.
É aí que eu estou com os pés no chão e todo o meu passado-presente gira no céu.

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