Publicado por: Ana | Novembro 25, 2005

O silêncio era total. Nem uma aragem corria e a neve, estática, mantinha-se em equilíbrios precários sobre as mais diversas superfícies.
Os seus passos ecoaram como trovões no meio da calma que a rodeava.
Parou.
Olhou para trás e viu as suas próprias pegadas a marcar a superfície anteriormente lisa da neve que pisava.
Aproximou-se da cerca, respirou fundo e saltou-a de um só folêgo.
Fundiu-se lentamente com a neve e tornaram-se uma só, moléculas unidas de água gelada.


Responses

  1. Silêncio. Vazio. Que tamanha planície para estender letras.
    bonito o que escreves.

    joão.

  2. Obrigada.
    Tb gostei bastante do teu blog.

  3. volta sempre. volta mesmo.
    gosto desta prosa que aqui deixas.
    Fisioterapia das letras. Tabém devia existir. Elas devem ser objecto de massagem. Prolongada.

    João


Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

Categorias

%d bloggers like this: