Publicado por: Ana | Outubro 9, 2005

País

Não vou apetecia comentá-las.
Ainda estou chocada com alguns dos resultados, como a eleição da Fátima Felgueiras… e com maioria absoluta.
Desde que me foi permitido por lei votar, nunca falhei umas eleições. Porque acho uma cobardia deixar nas mãos dos outros o destino de um país que é de todos nós.
E é disso que me apetece falar. Do meu país. Desta terra que sinto minha, da História secular de que nos orgulhamos, da coragem na tomada das grandes decisões pelos Homens e Mulheres queaqui viveram antes de nós. Gente de sangue na guelra, cheia de ideais e capazes de dar até a própria vida para que se concretizassem. E com eles fomos uma Nação falada e respeitada no mundo inteiro.

E agora olho em volta e vejo um povo cinzento, acomodado, a trabalhar individualmente para o bem pessoal ( nem que para isso tenha que prejudicar quem o rodeia), pessoas que querem empregos mas não um trabalho, um povo que se habituou a utilizar as palavras crise e tempos difíceis como desculpa para a falta de motivação e competência profissional.

Não digo que uma grave crise não esteja instalada no país. Outros há, bem mais habilitados para isso do que eu, que o dizem há muito.
Mas o que quero questionar é o que cada um de nós, individualmente, fez para que o país saia dela. Porque o país somos todos nós.


Responses

  1. Mas com este governo, com estas medidas avulsas e desgarradas, poderemos fazer o quê?
    É com o TGV ou com a Ota que sairemos deste pântano (como dizia o outro)?
    Onde está um projecto nacional credível e entusiasmante, que nos empurre em frente? Onde, Ana?

  2. O problema é esse Ana, sozinhos não temos poder para mudar o quer que seja.. a vontade pode ser muita.. mas que porta empurrar ?

    Eu tou fora do país faz 2 anos e “fugi” porque já nessa altura via que não me conseguiria realizar nesse âmbito.

    Diga-mos que actualmente Portugal é um país de corruptos e enquanto não houver mais um 25 de abril tamos tramados.. sim porque até que a Europa venha a reagir o nosso cantinho já estará no fundo do poço a cavar abaixo de terra.

    Como avançar ? Acho mesmo que terá de passar um referendo/denuncia às instâncias da Europa.. acho que somente eles tem poder para parar esta hemorragia.

  3. Sugiram!!! vamos continuar a pensar que virão dias melhores…não podemos perder a esperança…caraças…
    Já hoje de maneira um pouco sem paciência disse que não posso aceitar que não se cumpra o dever civico. Ir lá é um dever e um direito que eu não tive durante quase metade da minha vida.
    Façam o favor de ser felizes…

  4. Atenção Lu que o direito de votar tinhas… desde que o fizesses na UN ou na ANP. O que não tinhas era o direito de votar em liberdade, não era?
    Bjs

  5. E tu és desse tempo menino? Eu tinha era a “obrigação” de ir votar…ai de mim…funcionária pública…

    E tu ó minha indireita marrecas indireita lá esta frase…. ” Não vou apetecia comentá-las”

    Snail vai visitar este blog que não é meu….

    Beijinhos

  6. 😦

  7. Só duas palavras para o Snail que denota, ou,má informação, ou muita deformação. É assim: O Governo, ao contrário do que ele diz, não está com medidas avulsas. Bem ao contrário. Daí toda a contestação que por aí vai. Se tivesse aplicado medidas avulsas e eleitoralistas como todos os outros fizeram, não teríamos a contestação na rua e o PS teria ganho as eleições autàrquicas, como todos os comentadores disseram. Então porque é que se repete a mentira das medidas avulsas? Para parecer verdade!
    O Governo está seriamente a trabalhar na Educação, na recuperação das dívidas fiscais, no controlo da despesa do Estado, no orçamento da saúde e no corte das mordomias excessivas de funcionários judiciais, magistrados, polícias, professores, diplomatas, etc. Avulsas?
    Eu diria necessárias e indispensáveis. É só ler a imprensa estrangeira sobre Portugal para desmentir estes trapaceiros que continuam a tocar o tambor da reacção!
    E obrigado Ana pelo comentário no meu Homem ao Mar!

  8. Repara, MF, que quando falo em “medidas avulsas” – e não em medidas eleitoralistas – quero dizer que não sabemos para onde vamos nem como vamos…se é que vamos mesmo para algum lado.

    A “reforma” da segurança social foi efectuada já tantas vezes, com a promessa que o sistema tinha ficado sustentável até 2050, que eu me pergunto se estiveram a brincar comigo ou estarei mesmo mal informado…

    O País da 2ª década deste século é uma incógnita: vamos vender vinho, cortiça, sapatos ou emigrantes?

    Vamos transportar mercadorias em TGV ou passageiros da Ota para Lisboa, pagando 30€ Londres-Ota-Londres e,depois, 10€ da Ota para Lisboa?

    E quanto à recuperação das dividas fiscais, eu estou tão mal informado que até julgava que as mesmas decorriam das medidas tomadas pelo DG Dr. Paulo Macedo, nomeado pela Ferreira Leite e que tinham, portanto, tido origem no Governo do Durão Barroso…

    Mas mantenho a pergunta, onde está o Plano Estratégico para o futuro? Melhor, onde está o futuro?

    Porque MF, fácil, fácil é cortar nas despesas, apesar de (como alguém já disse) haver mais Vida para além do Orçamento?

    Para a Lu (Memórias de um Caçador) a resposta é a mesma: direito ou obrigação de votar tínhamos nós; liberdade para escolher em quem queríamos votar é que não…


Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

Categorias

%d bloggers like this: