Publicado por: Ana | Outubro 5, 2005

Sorris quando me vês. Estendes-me os braços e eu envolvo-te no meu colo. Beijo-te os olhos, as mãos, as bochechas…
Embalo-te e canto-te enquanto me escutas, atento, os teus olhos fixos nos meus, muito abertos.
As tuas mãos procuram o meu rosto e tocam-no, sentem-no. E eu sinto-te.
Deito-te no meu colo e afago-te o cabelo, enquanto te adormeço com o calor do meu corpo.
Sinto a impotência de não te poder dar tudo o que mereces, o que precisas. Porque ninguém vence a Morte.
Vejo os olhos do teu pai quando me sorris com os teus e deixo as minhas lágrimas molharem as tua pequenas mãos. Elas são o beijo que ele nunca te pode dar.
Quando cresceres, vou sentar-te no colo e contar-te muitas estórias dele. Vou mostrar-te os sítios onde brincávamos, as casas onde vivemos. Aqui foi onde ele caiu da bicicleta, aqui era onde ele apanhava as pedras que escondia debaixo da cama sem a avó saber…
Vais saber como ele andava feliz quando soube que ias nascer. Como ele escolheu o teu nome.
Como está vivo através de ti.

Responses

  1. Bolas… já me fizeste chorar…
    Beijinhos

  2. Acho que não preciso dizer nada, sobre quanto me emocionaram as tuas palavras. Lindas, profundas, sentidas, sei lá como as descrever…São palavras de Mãe, não são?

  3. São palavras de Tia, irmã do pai do António.
    Toma lá mais um abracinho minha “terapeutica” desgramada…

  4. Há coisas que, por muito que nos façam sofrer, nos fazem crescer por dentro.
    Beijos aos dois.


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