Publicado por: Ana | Abril 16, 2005

Sem título

Dias que tinham tudo para ser perfeitos tornam-se extraordinariamente difíceis. Porque falta sempre uma ou várias pessoas.
E, muitas vezes, a nossa capacidade de suprir essa falta torna-se fundamental para que as coisas corram pelo melhor.

Lugares, cheiros, frases, saudades, tudo ajuda a que as horas se arrastem e se tornem em verdadeiros suplícios. Ver o mesmo nos olhos dos outros , fazer um teatro como se nada se passasse e a Vida continuasse na mesma. Continua, sim, mas necessariamente diferente. Acima de tudo, mais dolorosa e solitária.
A vontade de fugir de tudo e todos para nos refugiarmos no nosso cantinho torna-se insuportável. Deixa-nos agrestes, como as nortadas. Secam-nos até à alma.

E quando conseguimos fugir percebemos que, mesmo camuflada, a dor acompanha-nos. E queremos fugir de novo. Nem que seja de nós próprios.


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