Publicado por: Ana | Março 16, 2005

Andava publicar esta fotografia há uns meses. Não o fiz ainda porque não fui eu que fotografei, mas a autora também não tem sensibilidade suficiente para perceber o que captou. Que se lixe.

Este lugar cheira a misticismo por todos os lados. Conhecia a vila perto do qual se situa, mas este recanto tinha-me passado ao lado.
Mas eu conto a história: num passeio de grupo, momentos antes de subirmos a um castelo, aconteceu uma situação que me perturbou muito. Subi a colina de cabeça perdida, sem saber sequer para onde estava a ir, tentado disfarçar o que me ia cá dentro. Subi ainda ao ponto mais alto do castelo, curiosamente de costas voltadas para este cenário. Ao chegar lá acima, virei-me e senti um baque. E soube naquele instante que tinha que ir ali. Pus um ar blasé e fiz a proposta ao grupo e lá fomos. Pouco me importava, eu iria sozinha na mesma.
Há medida que me fui aproximando e entrei naquele espaço, senti-me inundada de magia , de regresso a um passado que nunca vivi, de histórias de cavaleiros e donzelas, amores e desamores, espiritualismos, vivências, histórias em tempos paralelos. E senti que, algures no tempo, já ali tinha pertencido.
Vou lá voltar brevemente. Mas sozinha . Com chuva. E deixar-me fundir com os sentimentos enquanto a água cai do céu para me lavar de todas as coisas más.
É o “meu refúgio”.


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