Publicado por: Ana | Fevereiro 8, 2005

As palavras deviam reduzir-se à sua própria insignificância. Ser apenas aquilo para que foram criadas, um amontoado de letras destinado a transmitir uma mensagem objectiva, para logo de seguida serem esquecidas. Quando pensamos demasiado nelas damos-lhe conotações erradas, ou hiperbolizamos o sentido com que foram ditas.

E isso às vezes magoa. A quem as ouve e a quem as diz, inocente na forma como elas são interpretadas.

Ficam como uma farpa pequenina, a moer, a lembrar que está lá.

Ficamos a magicar naquilo horas a fio, a tentar minimizar o que ouvimos e a magoarmo-nos por ter sido dito. Questionamos valores que, provavelmente, não merecem ser postos em causa.

Seria tão mais fácil se a linguagem fosse escorreita, sem dúbios sentidos ou intenções. Mas não é . E temos que aprender a defendermo-nos das artimanhas linguísticas. Bolas para isto!


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